segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Apocalipse - Estudo 8

O 7º Selo
Ap 8:1-5 — Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. 2 Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. 3 Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; 4 e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. 5 E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.
No estudo anterior, vimos os 144.000 e a Multidão Inumerável e, naquela ocasião mostramos o significado disso....
Hoje, vamos ver, inicialmente, a abertura do 7º Selo. O apóstolo João continua no céu, em espírito... ele é testemunha ocular desse grande acontecimento... O Cordeiro de Deus está acabando de abrir o 7º Selo do Livro, e isso faz com que os juízos de Deus caiam sobre a terra...
Esta é a visão do apóstolo João... Mas, reparem, isso tudo esta, de fato, prestes a acontecer... O Arrebatamento da Igreja pode ocorrer a qualquer momento...
Como vimos nos estudos anteriores, os 6 primeiros selos foram abertos, NA VISÃO de João, e nós analisamos as conseqüências. Mas, um Selo ainda está faltando – o 7º Selo...
As conseqüências desse 7º Selo são as mais importantes, porque do 7º Selo vêm as 7 Trombetas e, depois, as 7 Taças da ira de Deus, como veremos mais pra frente...
Podemos estabelecer, aqui, um paralelo com o AT. Reparem que os filhos de Israel tiveram que dar uma volta por dia em torno de Jericó, durante 6 dias... No 7º dia, eles tiveram que dar 7 voltas... e, depois que eles fizeram isso, conforme o relato de Josué 6, os muros de Jericó caíram.
É como se Deus aguardasse um tempo, antes de executar o seu juízo. Esse é aquele atributo de Deus que se chama Longanimidade... é a grande paciência de Deus... É o que diz o apóstolo Pedro em 2 Pe 3:9 — Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. (naturalmente, esse todos são TODOS os escolhidos...)
Essa longanimidade de Deus também está relacionada com a conseqüência da abertura do 7º Selo. Reparem que está escrito no v.1 — Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora.
Reparem também que NÃO está dito Meia Hora, mas, SIM, cerca de meia hora. Isso significa um pouco mais, ou um pouco menos que meia hora. Essa informação vaga, sem precisão, tem dois motivos:
1. Na eternidade, a contagem do tempo não é como aqui... Lá, o tempo já passou, e tudo é eternamente PRESENTE.
2. Agora, desde que foi indicado um tempo terreno, cerca de meia hora, nós podemos calcular esse tempo de maneira terrena. Como é isso??? Vamos explicar.
Reparem que a Grande Tribulação dura 7 anos e corresponde à 70ª semana de anos de Daniel. Dn 9:24-27 diz assim – Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26 Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. 27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.
Vamos fazer aqui um pequeno intervalo, para entendermos a profecia de Daniel. Se nós não compreendermos bem a profecia das 70 semanas, não teremos condições de entender o Sermão Profético de Jesus em Mt 24, e nem tampouco o Livro do Apocalipse. Por quê?
Pelo seguinte, quase todo o Apocalipse, isto é, do Cap. 6 ao 22, trata apenas da aplicação da profecia das 70 Semanas de Daniel.
Vamos procurar resumir o mais possível a profecia de Daniel, para depois podermos voltar ao Apocalipse.
O v. 24a diz – Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo — O que significam essas 70 semanas?? Reparem que, no 9:2 Daniel diz assim — no primeiro ano do seu reinado (Dario), eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
Ou seja, o povo judeu estava há 70 anos no cativeiro da Babilônia, e não acontecia a volta para Jerusalém. Esse cativeiro do povo judeu ocorreu em razão da desobediência deles com relação às determinações de Deus.
Em Levítico, Deus havia determinado a observância de um ano sabático, isto é, um ano a cada 7, no qual a terra descansava.
Todavia, durante quase 500 anos, desde o período da monarquia de Israel até o cativeiro babilônico, os judeus não cumpriram a determinação de Deus. Assim, o próprio Senhor fez a terra descansar por 70 anos, colocando o povo judeu no cativeiro.
Reparem que 70 anos é o total de anos sabáticos, anos de descanso, ocorridos exatamente no espaço de 490 anos.
Assim, as 70 semanas da profecia de Daniel são semanas de anos, NÃO de dias. E nós podemos afirmar isso porque o original hebraico não diz semana, mas, sim, setes – setenta setes. No hebraico, quando se trata de semana de dias é acrescentada a palavra yamin = dias.
Além disso, a expressão semana de anos é bíblica. Ela aparece em muitas passagem da Escritura. Por exemplo, em Lv 25:8 — Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.
Reparem, também, que os 6 eventos preditos sobre Israel, por Daniel, em 9:24, ainda não se cumpriram — Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para 1 fazer cessar a transgressão, para 2 dar fim aos pecados, para 3 expiar a iniqüidade, para 4 trazer a justiça eterna, para 5 selar a visão e a profecia e para 6 ungir o Santo dos Santos.
Em 9:27, por ocasião da última das 70 semanas, a Bíblia diz assim — Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. É absolutamente ridículo se falar em um pacto entre nações para durar 7 dias.... só o protocolo leva, às vezes, várias semanas...
E mais, a autenticidade da profecia de Daniel foi atestada pelo próprio Senhor Jesus, em Mt 24:15 — Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda). — Aqui, o Senhor mostra que a última das 70 semanas, isto é, os 7 anos da Grande Tribulação, é um evento futuro, porque o fato citado, o abominável da desolação, ainda não ocorreu...
Além disso, vejam, as 70 semanas são divididas em 3 partes: 1ª parte – 7 semanas = 49 anos; 2ª parte – 62 semanas = 434 anos;
3ª parte - 1 semana = 7 anos. Total = 490 anos.
Voltemos, agora, ao apocalipse. Nós estávamos analisando a expressão cerca de meia hora. O dia de 24 horas tem 48 meias horas, certo?
Pois bem, como o ano bíblico é um ano lunar de 360 dias, essa meia hora do Apocalipse corresponde, na verdade, a 7 dias e meio... 360/48 = 7,5
No 7º Selo, Deus dá, portanto, mais 7 dias e meio de prazo. Foi assim também com Noé. Reparem que depois que Noé construiu a arca, depois que os animais e toda a sua família estavam na arca, o Senhor disse a Noé, em Gn 7:4 — Porque, daqui a sete dias, farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites...
Ou seja, Deus deu um prazo além do estabelecido. Por que Ele fez isso? Porque Deus quer sempre que os seus eleitos se arrependam...
A abertura do 7º Selo tem conseqüências terríveis, mas primeiro acontece, como vimos, cerca de meia hora de silêncio... = 7 dias e meio.
Isso é muito esclarecedor. Reparem: na abertura do 1º Selo, uma poderosa voz diz, VEM! O mesmo acontece com o 2º, o 3º e o 4º Selos (6:1-7).
No 5º Selo, ouve-se o clamor das almas dos mártires (6:9-10). Na abertura do 6º Selo, houve um grande abalo no céu e na terra, e o terror tomou conta dos homens.
Entretanto, na abertura do 7º Selo, não se ouve nenhuma voz, nenhum movimento é feito, mas, ao contrário, há uma interrupção nos acontecimentos... houve silêncio no céu cerca de meia hora... Todo o céu está quieto, silenciou o louvor a Deus e tudo está parado.
Reparem que em 7:3 nós vimos que Jesus diz — Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus — Ou seja, com a selagem dos 144.000 acontece também uma pausa no juízo de Deus, uma pausa SEM indicação de tempo.
Mas, aqui, no 7º Selo, isso não acontece... NÃO existe ação alguma, mas neste silêncio Deus fala. Aliás, Deus sempre fala no silêncio... Ele fala quando existe silêncio em nós. O Sl 46:10 diz – Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. – e, em Is 41:1 o Senhor diz — Calai-vos perante mim, ó ilhas, e os povos renovem as suas forças...
Reparem que, no momento em que Jesus ficou em silêncio, na sua vida terrena, Ele falou mais alto... O Profeta Isaías diz assim em Is 53:7 — Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
Facilmente, podemos compreender que esse silêncio de cerca de meia hora, no meio do juízo, é uma revelação do caráter do Cordeiro... esse silêncio é uma revelação do íntimo de Deus.
Reparem que, apesar dos juízos, Deus não está nos terremotos, nem no vento, nem no fogo, mas, Deus está, isto sim, em profundo silêncio...
Verificamos, portanto, que nessa meia hora = 7,5 dias, na abertura do 7º Selo, o Senhor revela o íntimo do seu caráter... Essa pausa divina atinge todos os seres viventes, todos os anjos e todos os bem-aventurados que estão no céu...
E o centro desse silêncio é o trono de Deus e do Cordeiro. Reparem que a Escritura não faz nenhuma referência a esse período de silêncio sobre a terra... de maneira que, no v.2, olhamos novamente para o céu — Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas...
Observem que esses 7 anjos são servos diretos de Deus e têm muito poder. Aliás, já no AT, verificamos que, quando os anjos do Senhor agem, coisas grandiosas acontecem.
Por exemplo, em 2 Rs 19:35, lemos assim — Então, naquela mesma noite, saiu o Anjo do SENHOR e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres.
Compreende-se, assim, que os servos de Deus, sejam anjos, ou sejam homens, têm sempre grandes tarefas a realizar, e fazem essas tarefas com grande autoridade... autoridade concedida pelo próprio Senhor nosso Deus. Amém???
O v.2 nos diz também que aos 7 anjos foram dadas sete trombetas que procedem, que vêm, do 7º Selo. Não podemos perder de vista que, aqui, nós estamos na época do DIA DO SENHOR... e como dissemos, esse não é um dia comum de 24 horas, mas, sim, um período que abrange os 7 anos da Grande Tribulação... é o período dos juízos de Deus sobre a terra.
Neste sentido, é interessante observar que em Sf 1:14-16 está escrito assim — Está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do SENHOR é amargo, e nele clama até o homem poderoso. 15 Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas, 16 dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas.
Reparem, portanto, que o profeta Sofonias já havia chamado o Dia do SENHOR de dia de trombeta... Outro aspecto que chama a atenção ainda, é que, nesse cap. 8, vemos não somente profecias sobre o futuro, mas também profecias que foram cumpridas no passado...
Por exemplo, quando Deus deu a Moisés as tábuas da Lei, no Monte Sinai, ouviu-se também o som de uma trombeta muito forte, e o próprio Senhor Deus desceu em fogo... Em Ex 19:18 está escrito que — Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo... e aqui, no Apocalipse, logo na 1ª Trombeta, também cai fogo do céu. Diz, assim, o v.7 — O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde.
Em Nm 10:9, está dito que, em perigo de guerra, era tocada uma trombeta. Assim, com o toque das 7 trombetas, está sendo anunciada a guerra contra a Besta, a guerra contra o anticristo...
Mas, antes que os anjos toquem suas trombetas, aparece OUTRO ANJO... o v.3 diz — Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono...
Esse outro anjo, como vimos no cap. 7, é próprio Senhor Jesus. E, aqui, Ele se apresenta como o Sumo Sacerdote que realiza a tarefa de oferecer incenso no altar de ouro...
Os vv 4-5 dizem — e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos. 5 E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto...
Reparem que essas orações dos santos são todas as orações de todos os santos, de todos os tempos... e essas orações têm um efeito duplo:
1. efeito sobre Deus, pois elas sobem ao Senhor como aroma suave; e 2. efeito sobre a terra, na forma dos juízoz de Deus...
Agora, entretanto, vem uma pergunta. Por que motivo a solenidade dessas orações oferecidas com incenso é realizada, justamente, antes do momento em que são tocadas as 7 Trombetas do Juízo??? Por que esse acontecimento está incluído no 7º Selo, após os 7 dias e meio de silêncio???
Em 5:8 lemos que — quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos... — ou seja, os 24 anciãos que representam a nós, a Igreja Glorificada, a Igreja Arrebatada, se prostram diante do Cordeiro com taças de ouro cheias de incenso...
Reparem que isso foi no início, pouco antes da abertura do 1º Selo... No v. 9 seguinte, eles cantam um novo cântico, mas ainda não se fala no atendimento das orações...
Os próprios santos glorificados elevam orações diante do Cordeiro e, lá no cap. 5, eles esperam resposta a essas orações... Agora, aqui no cap. 8, reparem, é o próprio Senhor Jesus, em forma de OUTRO ANJO, quem eleva essas orações... Por quê??
Porque Ele, o Sumo Sacerdote, é o nosso fiador, é o Mediador entre nós e Deus-Pai. É como se, agora, Jesus estivesse dizendo a Deus — Pai, chegou a hora de atender a estas orações... orações daqueles que foram comprados pelo meu sangue.
Reparem que, na abertura do 6º Selo, temos a impressão de que ali começam os últimos e os piores dias do fim dos tempos. Mas, na abertura do 7º Selo, diz o v.5 que — houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto... — Ou seja, agora, sim, as catástrofes são maiores ainda...
As Trombetas
O v.6 diz — Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.
A seqüência está muito clara. Depois que passa o período de silêncio, aquele período de cerca de meia hora = 7,5 dias (v.1), depois que os juízos afastam os empecilhos para a fundação do Reino de Paz sobre a terra, o Rei dos reis prepara-se para assumir o trono do seu reinado...
Não é por acaso que se fala, aqui, que os 7 anjos preparam-se para tocar as trombetas... No AT, a posse de um novo rei era anunciada pelo toque de trombetas... Essa linguagem era, assim, familiar ao apóstolo João.
Por exemplo, na posse do Rei Salomão, assim se refere 1º Rs 1:39 — Zadoque, o sacerdote, tomou do tabernáculo o chifre do azeite e ungiu a Salomão; tocaram a trombeta, e todo o povo exclamou: Viva o rei Salomão!
Aqui, no Apocalipse, são tocadas as trombetas do juízo para que o Rei da Glória, o Senhor Jesus, possa entrar...
Para não perdermos a visão geral dos acontecimentos, é oportuno salientar alguns pontos: do Ap 6 a 8:1 fala-se dos 7 Selos que são abertos; de 8:2 a 9:21 e em 11:15-19 está escrito a respeito das 7 trombetas do juízo; e, nos capítulos 15 e 16, veremos as 7 taças da ira de Deus...
Essas taças da ira de Deus, figuradamente, significam que o anticristo está sendo derrotado, porque o Senhor Jesus está assumindo o seu reinado de mil anos (cap.17)
É importante, também, observar que são três ondas de juízos: 1. A Abertura dos Selos. 2. O toque das Trombetas. E 3. o Derramamento das Taças da Ira de Deus. A cada onda as catástrofes vão aumentando de intensidade...
Assim, reparem, na abertura dos selos, é atingido um quarto da terra. Em 6:8 lemos, a respeito dos 4 cavaleiros do Apocalipse, que — foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra.
Quando as trombetas tocarem, será atingida a terça parte da terra. Em 9:18 está dito – Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens;
E, no derramamento das Taças, todo o mundo é atingido. Em 16:14 lemos — porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.
E mais, não somente a intensidade dos juízos aumenta, como também vai aumentando o endurecimento do coração dos homens.
Reparem que, na abertura do 6º Selo, os homens estão apavorados. Em 6:16 está dito assim — e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro...
Entretanto, quando toca a 6ª Trombeta, está escrito em 9:20 — Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar...
Na 7ª Taça da Ira é, ainda, muito pior... 16:21 diz — Também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande.
O estudo do capítulo 8 é bem grande, razão pela qual nós vamos, hoje, parar por aqui. No próximo estudo, vamos analisar as 4 primeiras Trombetas do Juízo, ou seja, o capítulo 8:7-13...

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